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Sexta-feira, 23 Outubro 2020

Miguel Rebelo

Miguel Rebelo nasceu em Freixo de Espada à Cinta. O seu talento para a escrita revelou-se cedo, por volta das 6:45 da manhã de uma terça-feira nublada.
Escreveu centenas de obituários para o jornal local, com grande aceitação por parte da comunidade. O reconhecimento leva-o para o jornal Diário de Trás-os-Montes, onde escreveu a sua crónica semanal “Morto no Chão, Bíblia na Mão”, uma apreciação crítica dos funerais da região.

Uma estrela na literatura fúnebre, mudou-se para Mangualde aos 25 anos, apurando a poética do epitáfio. Muitas das suas obras podem ser lidas em lápides e monumentos tumulares no norte de Portugal. Entre os seus êxitos encontramos “Leocádia da Piedade (1933-2002): Fizeste o que pudeste”, “José António Massano (1978-2004): Podias, mas não conseguias” e o estrondoso “Felizbela Diogo Casado (1985-2006): Conseguiste, mas de que te valeu?”
Contribui para o Fake Weekly desde 2019. Asseguraram-lhe que iria colaborar em temas que nada têm a ver com o fenecimento humano. Tem a expectativa de, ao escrever mais sobre a vida, melhor poder representar a população na sua morte. Os seus mais recentes trabalhos podem ser vistos num cemitério perto de si.